sexta-feira, 21 de março de 2008

Carta ao coração

Então tá.
O negócio é o seguinte, você tanto pediu por isso, e agora ta ai. Resolva!
Coloque todos os pingos nos "is", ajeite essa confusão e me diga o que eu faço!
Como assim você não sabe??
Eu havia decretado a quase um ano que essa coisa toda não era pra mim.
Mandei você se aquietar ai dentro e se convencer disso.
Mas se eu não sou uma pessoa obediente.
Porque você seria?
Mas agora escuta, segura a onda.
A minha e a sua.
Não da pra dar uma de descontrolado não.
Porque a cara que esta sendo colocada a tapa é a minha.
Segura a tua onda porque, já que você me meteu nisso, dessa vez eu quero fazer tudo certo. Como se eu lá soubesse qual o jeito certo!
Mas você ta avisado, se tiver que juntar os cacos você vai sangrar junto comigo.
Não tava bom pra você antes?
A gente latia por ai feliz.
Aproveitávamos muito.
E nem tinha o medo do depois.
A gente era feliz não era? (Não responda!)
Ta certo que faltava alguma coisa, que alguma coisa tava fora do encaixe.
Mas a gente levava bem.
Agora tem esse turbilhão de coisas acontecendo e você quer que eu encaixe tudo sozinha!
Pare com essas taquicardias e arritmias!
E venha já me ensinar como agir.
Não foi você que queria tudo isso?
Deve ter um plano estratégico.
Por favor, da pra me dizer alguma coisa coerente?
Eu sei que você ta gostando, que ta se divertindo ai batendo freneticamente depois de tanto tempo num compasso morno.
Mas é tão perigoso...
E eu não sei se ainda tenho aquele gosto pelo perigo...
Já tenho cicatrizes de mais pra me arriscar no bang jump...
E não to precisando de um tombo de cabeça...
Estou subindo.
Aproveite.
Mas não diga que eu não avisei!

terça-feira, 18 de março de 2008


Os livros são seus
Os discos são meus
Já que tem que ser assim
Quero que fique com o jardim
Cuide as flores que eu plantei
Rasgue as fotos que deixei
Em fim vou embora
Contando as horas
Pra te encontrar..."

O amor não sabe esperar...


Sopra leve o vento
e encrespa o mar
Eu ainda te espero chegar
Vem a noite
Cai seu manto escuro devagar
Eu ainda te espero chegar
Não telefone, não mande carta
Não mande alguém me avisar
Não vá pra longe, não me desaponte
O amor não sabe esperar
Ficar só é a própria escravidão
Ver você é ver na escuridão
E quando o sol sair
Tudo vai brilhar pra mim
Abro a porta, enfeito a casa
Deixo a luz entrar
Eu ainda te espero chegar
Escrevo versos
Rosas e incenso para perfumar
Eu ainda te espero chegar
E quando o sol sair
Pode te trazer pra mim

Nem se eu tivesse escrito, não me descreveria tanto bem....

Estava satisfeita em te ter como amigo
Mas o que será que aconteceu comigo?
Aonde foi que eu errei?
Às vezes me pergunto se eu não entendi errado
Grande amizade com estar apaixonado
Se for só isso logo vai passar
Mas quando toca o telefone será você?
O que estiver fazendo eu paro de fazer
E se fica muito tempo sem me ligar
Arranjo uma desculpa pra te procurar
Que tola mas eu não consigo evitar
Porque eu só vivo pensando em você
E é sem querer, você não sai da minha cabeça mais
Eu só vivo acordada a sonhar
imaginar nós dois
Às vezes penso ser um sonho impossível
Uma ilusão terrível, será?
Hoje eu pedi tanto em oração
Que as portas do seu coração
Se abrissem pra eu te conquistar
Mas que seja feita a vontade de Deus
Se ele quiser, então, não importa quando, onde
Como eu vou ter seu coração.
Eu faço tudo pra chamar sua atenção
De vez em quando eu meto os pés pelas mãos
Engulo a seco o ciúme
Quando outra apaixonada quer tirar de mim sua atenção
Coração apaixonado é bobo
Com um sorriso seu ele derrete todo
O teu charme, teu olhar
Tua fala mansa me faz delirar
Mas quanta coisa aconteceu e foi dita
Qualquer mínimo detalhe era pista
Coisas que ficaram para trás
Coisas que você nem lembra mais
Mas eu guardo tudo aqui no meu peito
Tanto tempo estudando teu jeito
Tanto tempo esperando uma chance
Sonhei tanto com esse romance...

segunda-feira, 17 de março de 2008


... eu continuo acreditando que o melhor eh naum correr atras das borboletas!

Daqui em diante, eu juro, vou plantar meu jardim e decorar a minha alma... quem sabe assim elas veem atras de mim...

quarta-feira, 12 de março de 2008

Difícil definir o que me tornei.
Nem sempre minha imagem é nítida.
Nem sempre consigo perceber o quão melhor estou hoje.
Algumas mudanças forma fundamentais.
Aprendi a enfrentar melhor meus medos.
Desacreditei no amor eterno.
Passei a andar no lado da calçada que melhor convém.
Cansei das compras online que nunca chegam.
O estereótipo de perfeito tá bem além daquilo que me fornecem.
Gostei da idéia de abandonar as pessoas, e me sinto mais feliz olhando num espelho com um único reflexo.
Ando mais serena, mais calma e raciocinando com mais sensatez.
Lembro que tenho que me doar menos pra me machucar menos, mas sempre fico fazendo o contrário.
Não me importo mais com pessoas e festas que não valem nem o tempo e o dinheiro gasto com a maquiagem.
Trabalho mais e melhor.
Ocupo minha cabeça com coisas que serão importantes para o meu futuro.
Me preocupo com quem realmente se preocupa comigo.
E me preocupo comigo acima de tudo.
Prefiro ficar só, a companhias que não me acrescentarão em nada, só amplificarão o vazio.
A música que toca nem sempre é a que gostaria de ouvir, mas só danço conforme o meu ritimo.
Deito na cama e fecho meus olhos, tento não pensar em nada.
Às vezes a teimosia e insitência trazem novamente sua imagem na minha memória, então escapa um suspiro e às vezes foge um sorriso.
Procuro pensar que se não foi é porque não era pra ser, e que o tempo foi bom enquanto durou.
Evito sentir saudades do que não me faz bem. (Por mais que nem sempre consiga).
A pele não é a mesma do inverno.
As lembranas ainda são, mas aprendi a conviver bem com meus fantasmas.
As dores de estômago continuam me encomodando, assim como a queda de cabelo.
Aprendi que o celular nunca toca com a voz de quem você precisa ouvir e as mensagens são sempre bem-vindas a qualquer hora do dia.
Vivo no meu mundo, e não sou convidada pro mundo de mais ninguém.
E quer saber, tô vivendo bem assim...

domingo, 9 de março de 2008

"Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive".
Foi o q eu ouvi uma vez.
EXATO, foi o que pensei assim q ouvi!
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não vem das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais
.