sábado, 12 de abril de 2008


Eu não me perdi,
E mesmo assim você me abandonou...
Você quis partir, e agora estou sozinho
Mas vou me acostumar...
com o silêncio em casa,
com um prato só na mesa.
Eu não me perdi,
O Sândalo perfuma
o machado que-o feriu
Adeus, adeus ,
adeus meu grande amor.
E tanto faz..
de tudo o que ficou,
Guardo um retrato teu,
e a saudade mais bonita.
Eu não me perdi,
e mesmo assim ninguém me perdoou..
Pobre coração - quando o teu estava comigo era tão bom.
Não sei por quê acontece assim e é sem querer
O que não era pra ser:
Vou fugir dessa dor.
Meu amorse quiseres voltar - volta não
Porque me quebraste em mil pedaços.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Precisei sumir...

Precisei sumir...
Sinto muito, mas foi tristemente necessário.
Espero que entenda, se parecer que eu fugi, que não foi isso, mas que houve uma necessidade absurdamente exata, tão certa e necessária como aqueles velhos ditados antigos e clichês, criados pelos antepassados de nossos antepassados, que apesar da mistificação que os rodeia, e do peso dos anos que o cercam, trazem em sua pronuncia uma verdade quase absoluta, que nos cega em suas contradições.
Sim, eu sei que parece que foi fuga,que tenho estado escondido em meus pensamentos, tentando me proteger dos fantasmas passados e dos novos monstros criados pela minha própria noção de temor, que tenho me mostrado assustada nas minhas poucas aparições públicas, e demonstrado um cansaço visível em meus olhos límpidos, mas juro que não estou sumindo propositalmente. Foi preciso, para poder adormecer um sentimento maior, que cansado de estar escondido, lutava contra minhas forças, querendo, mas temendo aparecer.
Sumi porque essa vontade latente de estar ao seu lado parecia sufocar-me, ganhava espaço, tentava confundir meus desejos, e esse são tão tolos e volúveis...
Ah se você soubesse, do como queria estar mais presente, mais próxima.
Se você soubesse como era de suma importância para mim me tornar mais importante para você, das noites ociosas perdidas a sonhar com o inalcançável que não viria, que nunca viria, mas que veio, veloz e abrupto como um relâmpago, atormentador como a tempestade, passageiro como todo sonho bom, que por mais que se mentalize, que se tente retornar, não volta.
Adormeci de cansaço e acordei convicta de minhas necessidades.
Não posso me privar de sonhar, por mais que os sonhos tenham se mostrados perigosos, não tenho como voltar atrás e refazer o que aconteceu, nem ao menos posso lamentar, porque houveram, sim, coisas lindas de lembrar, mas posso me proteger, tentar evitar de sofrer, sem criar muros ao meu redor.
Por isso resolvi sumir, para tentar adormecer aquilo que ainda doe, para me convencer que minha proteção é manter distância, que você é o meu mal, , meu veneno, meu castigo.
Quem sabe tenha sido memso uma fuga, mas não de você, e sim de mim.
Dos meus sentimentos, medos, neuroses.
Deixe-me aqui quieta, e não remexa no que passou.
Logo tudo passará...

Amigas que gosto muito:)


Sempre tive uma dificuldade tremenda em ter objetividade para tomar decisões... é sempre um sofrimento, um tal de por na balança, de pesar os prós e contras, de querer ouvir a opinião alheia que por vezes só serve para agravar a confusão, a verdade é que eu detesto ter que escolher uma porta e não poder descobrir o que teria naquela que tive que deixar pra trás.
Eu quero andar por todas as trilhas.
Eu quero explorar todas as possibilidades.
Eu quero engolir o mundo.
Mas ai vem a vida sisuda e diz:

Você vai ter que fazer uma escolha!
Ok. Fazer o que. Me deixa pensar um pouquinho, vou tentar ao menos ser racional.
Ao que ela imediatamente retruca:

Vc ser racional em suas decisões? Essa é novidade pra mim...vc pensa, pensa, pede a opinião de todo mundo e no fim faz sempre o que seu coração manda, se fosse mais racional teria evitado muitas escolhas erradas no seu histórico.
É, você está coberta de razão!
Então está disposta a deixar o coração de lado nas suas próximas decisões?
( Minutos de pausa para reflexão)
Não, ainda prefiro assim.
Aff! Desisto...vc é um caso perdido.
É... eu sei!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Foi por você ser tão importante para mim que fiquei com tanto medo de ariscar.
Talvez o medo de perder me fez perder.
Ah, essa minha maldita insegurança!
Se eu pudesse voltar, pelo menos dessa vez, eu faria diferente.
Eu juro!
E você, nesse momento, ainda estaria ao meu lado.
Eu posso sentir.
Tantos momentos compartilhando suas dores.
Será que eu estou sendo egoista?
Ou o egoista da história é você?
E muito fácil chorar em um ombro que nos console, sem garantir reciprocidade se esse ombro precisar desabafar.
Cansei de desaguar minhas tristezas sozinha, esperando que você percebesse que era o motivo delas e se disponibilizasse a estender a mão.
Desapontamentos.
É isso que as pessoas lhe dão quando você cria expectativas em torno de seus desejos. Desilusões.
Sonhos impossíveis de serem realizados a dois quando apenas um sonha.
Eu sou forte demais pra lamentar isso por muito tempo e fraca demais para não lamentar sequer um momento.
Tudo passará porque tudo sempre passa.
E se ao final restar um lembrança boa, sorrirei ao sentir saudade.
Caso contrario, prefiro nem senti-la.
Lembro de nos dois olhando as estrelas
A noite perfeita, loucura e prazer
Será que existe alguém assim em outro planeta
Amando um outro alguém como eu amo você
Ouço essa canção tocando no meu quarto
E nem ao menos sei onde você está
A saudade é uma faca no meu peito
Eu tenho o teu silêncio pra me sufocar
Fecha os olhos, roda o mundo, deixa a vida te levar
Eu me prometo um dia te encontrar
Eu vejo o teu olhar nos meus sonhos
Eu posso te encontrar sempre assim
Eu posso imaginar outros planos
Um universo paralelo ter você pra mim
Um universo paralelo ter você pra mim
Eu tenho um coração partido bem no meio
Como aquelas fotos que você rasgou
Longe de você esse planeta é triste
Não exite vida sem o teu calor
Ouço essa canção tocando no meu quarto
E nem ao menos sei onde você está...

Apesar de todas as nossas adversidades e brigas,
Eu te admiro pra caramba! Ce sabe.
Amor incondicional, de fã.

:)